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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Presidente Homenageia




Bolsonaro homenageia militar premiada pela ONU por defesa de gênero
Comandante Marcia Andrade Braga atuou em missões no exterior
Publicado em 05/04/2019 - 12:38
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente Jair Bolsonaro preside a solenidade de cumprimentos aos novos Oficiais Generais promovidos das Forças Armadas ao Presidente da República, no Palácio do Planalto, serão condecorados com a medalha da Vitória e a medalha Militar
O presidente Jair Bolsonaro entregou hoje (5) a Medalha da Vitória, do Ministério da Defesa, à comandante Márcia Andrade Braga, capitão de Corveta da Marinha do Brasil. Ela é membro da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) e, em março, recebeu o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da Organização das Nações Unidas (ONU), por seu trabalho realizado como assessora militar de gênero na missão.
“A missão tem uma série de situações complexas, ambiente hostil, não tem o conforto, tem a questão da segurança, distância da família. Mas o foco maior é desenvolver o trabalho, porque, estando ali, a gente sente a dificuldade que aquelas pessoas sentem. A ONU simboliza esperança e liberdade para as pessoas, então a gente se sente na obrigação de fazer algo”, disse a comandante Márcia. A missão foi iniciada em abril de 2014 para proteger os civis da República Centro-Africana da violenta guerra civil no país. Atuando na missão de paz desde abril de 2018, a comandante Márcia ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero dentro das unidades militares.
 O presidente Jair Bolsonaro preside a solenidade de cumprimentos aos novos Oficiais Generais promovidos das Forças Armadas ao Presidente da República, no Palácio do Planalto, serão condecorados com a medalha da Vitória e a medalha Militar
    O presidente Jair Bolsonaro preside a solenidade de cumprimentos aos novos Oficiais Generais promovidos das Forças         Armadas, no Palácio do Planaltor - Antonio Cruz/ Agência Brasil

Segundo Márcia, seu principal objetivo é a proteção civil e a prevenção de violações, usando a perspectiva de gênero para entender como o conflito afeta cada um dos grupos, principalmente mulheres e crianças, “que são o maior alvo das violações na República Centro-Africana”. O trabalho desenvolvido ao longo do último ano buscou o engajamento com as comunidades locais. A interação facilita, por exemplo, denúncias de casos de violência e abuso sexual, à medida em que há maior abertura para o diálogo. Além de aumentar a presença da missão, as equipes ajudaram a desenvolver projetos que podem aumentar a segurança, como a instalação de bombas de água perto de vilarejos, sistemas de energia solar e o desenvolvimento de jardins comunitários.
“Se eu tenho mulheres que estão muito expostas, porque estão indo a plantações muito longe, algumas vezes 10 quilômetros, então, pensando que são pessoas deslocadas por causa do conflito, nós desenvolvemos hortas comunitárias perto das casas. É uma forma de diminuir essa exposição às violações”, explicou. O trabalho da comandante na missão termina no final deste mês.
Brasil na ONU
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, agradeceu à comandante Marcia “pelo exemplo que inspira mulheres que lutam para construir suas vidas, "por fazer orgulhosos todos os brasileiros” e por “confirmar que a presença feminina nas Forças Armadas nos torna melhores”. “O prêmio da ONU vai além do reconhecimento de um feito. Traduz a confiança de uma mulher, que se expôs a um ambiente hostil, fundamentada na crença de que poderia fazer”, ressaltou. “É uma importante conquista no caminho da valorização e da competência militar feminina. ”
De acordo com o ministro, nos mais de 70 anos da ONU, cerca de 46 mil civis e militares brasileiros utilizaram o capacete azul, característico das missões de paz, em 41 das 71 operações de paz desdobradas sobre a bandeira da ONU. Em cinco delas, o Brasil liderou a missão: Egito, Moçambique, Angola, Timor Leste e Haiti. Atualmente, o país exerce liderança militar no Congo e participa com 300 pessoas de 9 das 14 missões conduzidas pelo departamento de operações paz das Nações Unidas, seja com tropa ou observadores.
Cumprimentos
Também foram condecorados hoje, com a Medalha Militar de 50 anos de serviços prestados os ministros do Superior Tribunal Militar, o almirante de esquadra Carlos Augusto de Sousa e tenente brigadeiro do Ar Francisco Joselini Parente Camelo. O presidente Jair Bolsonaro cumprimentou os novos oficiais generais das Forças Armadas promovidos recentemente. “A cada promoção vem um filme do passado, o que cada um dos senhores fez para que esse momento se tornasse realidade. Dias, anos de sacrifício, comprometimento, lealdade, patriotismo e vontade de cada vez mais servir a essa pátria maravilhosa chamada Brasil”, disse.
Bolsonaro citou ainda recente pesquisa da XP Investimentos que aponta que as Forças Armadas são a instituição com maior nível de confiança no país, com 66% de aprovação. “É sinal que estamos no caminho certo. O povo é quem tem que dizer para onde iremos e não o contrário”, disse. “As pesquisas demostram o trabalho de cada um dos senhores e obviamente os desafios que se apresentam. Nós [militares], juntamente com os civis, temos esse grande compromisso de colocar essa pátria maravilhoso no lugar de destaque que ela merece. ”
Saiba mais

Edição: Maria Claudia

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A resistencia da Venezuela

Ação de latino-americanos na ONU quer promover o isolamento de Maduro
Brasil teme que movimento enfraqueça pressão sobre a Venezuela
Publicado em 05/09/2018 - 07:53
Por Renata Giraldi – Repórter da Agência Brasil Brasília


Onze países que se reúnem no Grupo de Lima (Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru), encaminharam à Organização das Nações Unidas (ONU) uma resolução em que condenam violações na Venezuela e incentivam o isolamento do atual governo. O Brasil, entretanto, não copatrocionou o documento.

Caso a resolução seja votada, o Brasil votará a favor, uma vez que o governo brasileiro mantém seu “absoluto repúdio à violação sistemática” de direitos humanos por parte do governo do presidente Nicolás Maduro, como costumam repetir os negociadores brasileiros.

Os diplomatas que estão à frente das negociações, no entanto, afirmam haver a preocupação de que a Venezuela obtenha apoio junto aos países não alinhados, que englobam 115 nações entre africanos e asiáticos, além da Rússia e outros, o que poderia levar à rejeição da proposta.

Na visão brasileira, mesmo que aprovada, se a resolução obtiver número expressivo de votos contrários, não contribuirá para o reforço da pressão internacional contra o regime venezuelano.

Grupo de Lima
O Grupo de Lima solicitou ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para iniciar as consultas para discussão sobre o assunto na próxima semana.

O objetivo é que órgão promova avaliações de denúncias e crimes envolvendo o governo venezuelano. Com uma eventual aprovação no Conselho de Direitos Humanos, os países latino-americanos esperam que, pressionado, Maduro se fragilize e fique cada vez mais no isolamento.

A crise na Venezuela é tratada com frequência nas sessões da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os representantes do Brasil costumam se manifestar, ressaltando casos de violações de direitos humanos, situações específicas de desrespeito aos dissidentes políticos, a ausência de liberdade de expressões, a falta de alimentos e o êxodo causado pelos imigrantes na região.

Nesta resolução, por exemplo, venceu a proposta sobre os problemas relativos à insegurança no país. Os brasileiros defenderam dar prioridade à abordagem sobre violações de direitos humanos.

O texto tem 18 propostas, todas já reiteradas em várias oportunidades com apoio do Brasil.  
Do lado venezuelano, os representantes de Maduro alegam que há um conluio organizado pelos Estados Unidos e Colômbia para desestabilizar o país. Com apoio dos não alinhados, o presidente da Venezuela promete reagir.
Edição: Kleber Sampaio


terça-feira, 26 de julho de 2016

Rio 2016, PAZ



Trégua Olímpica: ONU pede suspensão de hostilidades no mundo
  • 26/07/2016 15h33
  • Brasília
Da Agência Brasil*



 

Em mensagem que marca o início da Trégua Olímpica às vésperas da Rio 2016, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu hoje (25) o fim das hostilidades em todo o mundo durante as competições.  

A suspensão dos confrontos foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU para um período que vai dos sete dias anteriores aos Jogos Olímpicos, em 29 de julho, até sete dias após a Paralimpíada,queterminaem18desetembro. “Uma pausa nos combates seria uma manifestação dos valores que os Jogos procuram promover: respeito, amizade, solidariedade e igualdade”, destacou Ban Ki-moon, que fez um apelo às partes envolvidas em conflito para que deponham as armas e observem o cessar-fogo.

O secretário-geral da ONU lembrou que os “Jogos tratam, sobretudo, de quebrar recordes da capacidade humana”, motivando indivíduos e países a ir além dos limites do que se pensava ser possível. “Com a mesma determinação, peço um estímulo para combinarmos esforços para ganhar medalhas nos campos dos Jogos e trabalhar para silenciar as armas nos campos de batalha.” 

Trégua Olímpica
Em outubro de 2015, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução instituindo oficialmente a Trégua Olímpica. Iniciativa do Brasil, sede dos Jogos deste ano, a resolução foi copatrocinada por180países. A proposta aprovada, “Esporte para o Desenvolvimento e a Paz: Construindo um mundo mais pacífico e melhor por meio do esporte e do ideal olímpico”, reafirma a eficiência do esporte na promoção de diálogo e reconciliação em áreas de conflito. Segundo a ONU, a trégua remete à tradição da Grécia Antiga que teve início no século 8AC (antes de Cristo). Em 1992, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu recuperar a prática, cobrando de todos os países a observância da cessação de hostilidades. 

JogosRio2016
A mensagem de Ban Ki-moon ressalta ainda que os Jogos Rio 2016 estão “fazendo história” como os primeiros na América do Sul e também por incluírem, de forma inédita, uma equipe de refugiados no conjunto de delegações que vão competir. “Tal iniciativa mostrará a força dos refugiados ao lembrar ao mundo que temos de fazer mais para combater as causas profundas de seu flagelo. Não há maior motivo para o êxodo do que o conflito, e não poderia haver melhor demonstração de solidariedade do que observar a Trégua Olímpica”, diz o secretário-geral da ONU. Ao final, Ban Ki-moon pede: “Que a serenidade da chama olímpica silencie o barulho das armas”. *Com informações da ONU



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Vozes do Brasil na ONU



Dilma embarca para assembleia da ONU sem anunciar reforma ministerial
  • 24/09/2015 18h31
  • Brasília
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil






 
Após quatro dias de intensas negociações, a presidenta Dilma Rousseff ainda não conseguiu fechar o quebra-cabeça da reforma ministerial. As dez pastas que serão extintas e os nomes que vão compor o novo ministério só serão anunciados semana que vem, quando a presidenta retornar dos Estados Unidos. Apesar de conversar com diversos partidos, o desenho da reforma ainda não agradou a todos da base alidada.


Presidenta Dilma Rousseff embarca à noite para os Estados Unidos, onde participará da Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil.

Daqui a pouco, Dilma deixará o Palácio da Alvorada em direção à Base Aérea de Brasília. Ela embarca à noite para Nova York, onde participará da Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável e da Assembleia-Geral da ONU. Na semana passada, a presidenta informou que anunciaria a reforma até essa quarta-feira (23), antes de viajar para os Estados Unidos.

De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Dilma mantém "proveitoso diálogo" com os partidos para realizar uma reforma que "amplie a eficiência" e a "boa gestão dos recursos públicos, bem como assegure a estabilidade política e econômica do Brasil". O comunicado diz ainda que o adiamento da reforma se deve a pedido feito por alguns partidos que integram a base aliada "para que mais consultas possam ser realizadas".

Hoje (24), ela voltou a conversar com o vice-presidente Michel Temer, que também é presidente nacional do PMDB. O partido é o principal aliado do PT na coalizão presidencial e atualmente tem correligionários ocupando seis pastas.

Em mais uma manhã de negociações para a reforma que objetiva a redução do número de ministérios, a presidenta Dilma Rousseff recebeu, no Palácio da Alvorada, o vice-presidente Michel Temer e ministros de pastas sociais, entre eles os das secretarias de Direitos Humanos (Pepe Vargas), Geral da Presidência da República (Miguel Rossetto), de Promoção da Igualdade Racial (Nilma Gomes) e de Políticas para Mulheres (Eleonora Menicucci). 

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que vem participando das articulações políticas do governo, chegou ao Palácio da Alvorada no final da manhã.

Para a nova composição, Temer foi consultado, mas preferiu não indicar nomes, tarefa que coube às lideranças do partido na Câmara e no Senado. A definição da quota da legenda ainda não foi fechada.

À tarde, Dilma se reuniu com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, com o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), e com os ministros da Saúde (Arthur Chioro), do Planejamento, Orçamento e Gestão (Nelson Barbosa), das Cidades (Gilberto Kassab) e da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.

No esqueleto que está sendo montado, a presidenta pretende juntar diferentes secretarias em um único ministério, como as pastas de Direitos Humanos e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Além disso, alguns ministérios serão fundidos, como Trabalho e Previdência Social, e outros perderão o status, como Advocacia-Geral da União, Gabinete de Segurança Institucional e Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Ontem, Dilma recebeu líderes de partidos que compõem a base. Ela se encontrou com Temer e parte da cúpula do PMDB pela manhã. Em seguida, almoçou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros petistas no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Lula aconselhou Dilma a não anunciar a reforma antes de ouvir ainda mais as lideranças políticas e também movimentos sociais. Também estiveram no Alvorada o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, e do Turismo, Henrique Eduardo Alves.
Edição: Armando Cardoso